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Você conhece a lenda do horóscopo chinês e os 12 animais?

Escola Tradicional de Artes Marciais e Cultura Chinesas

Você conhece a lenda do horóscopo chinês e os 12 animais?

 

A meu ver, os chineses utilizam-se de uma forma muito inteligente de perpetuar suas tradições, cultura e sua história utilizando-se das lendas. Já reparou que para tudo nessa vida existe uma lenda chinesa para explicar os fatos? Pois bem, e para o surgimento de horóscopo chinês e a escolha dos seus animais não poderia ser diferente.

Conta a lenda que a muitos anos atrás, Buda resolveu organizar um banquete de ano novo para os animais, para ver quais eram dignos da sua bênção. O banquete de ano novo aconteceria no alto de uma colina, e para chegar até lá era preciso atravessar um rio. Os primeiros 12 animais receberiam um presente.

A outra versão que conta que quem promoveu a corrida foi o Imperador de Jade, grande deus senhor dos céus da mitologia chinesa. O Imperador celebrava seu aniversário, mas não tinha certeza da idade que tinha, pois não existia uma maneira de contar os anos. Por isso, decidiu criar um método: enviou uma mensagem à Terra, anunciando que haveria uma corrida. Os doze primeiros animais que atravessassem um poderoso rio, ganhariam um prêmio.

No dia seguinte, o gato e o rato foram correndo até o rio. Quando viram que ele era muito forte e perigoso, sentaram-se pra pensar em como fariam para atravessar. Nisso, chega o boi, que recebe uma proposta do rato:

– Boi, você se importaria de nos carregar através do rio? Eu sou pequeno e o gato tem medo de água – disse ele.

O boi, muito bondoso, concordou, e os dois subiram em suas costas.

No meio do caminho, o rato empurrou o gato na água, que foi arrastado pela correnteza, de volta para a margem de partida. Por esse motivo, gatos caçam ratos até hoje, como vingança.

Quando o boi e o rato estavam se aproximando da margem de chegada, o rato deu um grande pulo na frente do boi, chegando primeiro que ele.

– Parabéns! – disse o Imperador ao rato
– Seu prêmio é esse: o primeiro ano terá seu nome.

O boi ficou muito bravo com a traição do rato, mas ganhou o prêmio de ter o segundo ano batizado com seu nome.

O terceiro animal a chegar foi o tigre, que havia nadado bravamente. O Imperador elogiou seus esforços e deu seu nome ao terceiro ano. O quarto animal foi o coelho. Todos acharam que ele havia trapaceado, pois coelhos não sabem nadar.

– Eu não nadei. – explicou o coelho – Fui saltando de pedra em pedra, e depois naveguei em cima de um tronco.

O Imperador ficou impressionado, e deu-lhe o nome do quarto ano.

Até aquele momento, todos estavam intrigados com o fato do dragão ainda não ter chegado. Podendo nadar e também voar, ele poderia ter sido o primeiro, facilmente. Nesse instante, o dragão desce do céu.

-Tive que parar para ajudar uma cidade incendiada. Depois, encontrei um coelho em cima de um tronco, no rio, e parei para criar vento com as minhas asas, para que ele pudesse atravessar.

Os atos de bondade do dragão foram muito bem vistos, e ele ficou com o nome do quinto ano.

Logo mais, os animais viram o cavalo, que nadava com muito esforço para chegar à outra margem. Ninguém viu a cobra, que se rastejava por baixo para tentar alcançar o outro lado. Quando o cavalo a viu, tomou um susto, e ela acabou chegando primeiro, ganhando o sexto ano. O cavalo ficou em sétimo lugar, mas ficou feliz e muito satisfeito.

Então, apareceu algo fantástico: uma jangada levava um galo, um macaco e uma cabra. O galo arranjara o barco, e a cabra e o macaco iam à frente, tirando os galhos do rio para que pudessem navegar. O Imperador elogiou o trabalho em equipe e deu o oitavo ano à cabra, o nono ano ao macaco e o décimo ao galo.

O décimo primeiro animal foi o cachorro, que estava muito feliz por nadar num rio tão fresquinho. Por último, o porco chegou, e o Imperador soou a trombeta, anunciando o fim da corrida.

– Parabéns a todos os animais que conseguiram atravessar o rio, hoje. Seus nomes serão lembrados para sempre, devido a seus fantásticos esforços.

Por isso, até hoje, os anos chineses são contados pelos animais, nessa ordem: rato, boi, tigre, coelho, dragão, cobra, cavalo, cabra, macaco, galo, cachorro e porco.

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Por: Cristina Kawka – Diretora Cultural do ICES