Kung Fu

KUNG FU

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Os registros mais antigos que dão conta da prática do Wu Shu – ou Kung Fu, como passou a ser conhecido no Ocidente – datam de 2.780 antes de Cristo (A.C.), durante a dinastia Chen Nong, na província de Henan, vilarejo de Dang Feng, onde, alguns séculos mais tarde, seria erguido o Templo Shaolin. Naquele período, um monge indiano chamado Bodidharma viajou à China para corrigir discrepâncias no ensino do budismo. Pouco depois de chegar à Henan, enquanto meditava no bosque que circundava o local, Bodidharma – que na China era conhecido como Ta Mo – observou um combate entre uma serpente e um serpentário (uma ave semelhante ao grou e que se alimenta de serpentes). Baseado no que viu, ele criou uma forma de combate fundamentada nos movimentos do réptil. A partir daí, surgiu o primeiro estilo de Kung Fu conhecido: o estilo da serpente.  Ao longo dos séculos, os monges do Templo Shaolin, também baseados na observação de animais, hábitos e também fenômenos da Natureza criaram vários estilos de combate, sejam de mãos livres ou através da utilização de armas tradicionais.

Atualmente, além do aspecto relacionado aos combates tradicionais e à disciplina filosófica, sem falar dos benefícios físicos e mentais que a prática dessa arte proporciona, existe um grande interesse das pessoas na parte esportiva do Kung Fu. Isso vem acontecendo, sobretudo, graças à inclusão da arte nos Jogos Olímpicos.

TÉCNICA MARCIAL – A FUNÇÃO DA DEFESA PESSOAL e FUNÇÃO ARTÍSTICA

As artes marciais desenvolvidas na China têm características muito peculiares, que as diferenciam das formas de combate criadas em outros países. Uma delas é o fato de a técnica de combate incorporar filosofias milenares às situações de luta. Baseado nisso, o praticante de Kung Fu, através de treino intenso e constante, conquista agilidade, disciplina, sensibilidade e autoconfiança.

Ao mesmo tempo, as pessoas que treinam Kung Fu adquirem disciplina e responsabilidade, o que faz com que elas só usem o que sabem quando é absolutamente necessário, evitando demonstrações gratuitas de violência. Além disso, o treino da arte promove a integração entre o corpo e a mente, bem como uma maior interação com a Natureza.